Guns 'N Roses atrasa show mas empolga Brasília
(R7)
O espetáculo durou duas horas e meia, com grandes clássicos da banda de Axl Rose
Foram nove anos desde a última apresentação no Brasil. Dezessete anos sem um CD de músicas inéditas. E mais algumas horas de espera. O primeiro show da turnê sul-americana do álbum Chinese Democracy do Guns n`Roses estava marcado para as 20h30. Começou pouco depois da meia-noite. Mas valeu cada minuto.
Em duas horas e meia de espetáculo, o Guns empolgou como nos velhos tempos e surpreendeu as mais de 13 mil pessoas que lotaram o ginásio Nilson Nélson com um mega show repleto de músicas novas.
Axl não está no auge. Não é mais aquele jovem de longos cabelos loiros que hipnotizava plateias no mundo inteiro com sua voz estridente e vitalidade no palco. Mas, mesmo com 48 anos, cabelos mais curtos e alguns quilos acima do peso, ele não decepciona.
Com os demais sete integrantes da banda – nenhum da formação original -, o vocalista entra em cena em clima de pirotecnia, com fogos, chamas e tiros de canhão. No palco de 20 metros de largura e mais de 15 metros de altura, Axl e cia se movem quase que tão freneticamente quanto as luzes e cores exibidas em três imensos telões.
A música Chinese Democracy, que dá nome ao último CD da banda, abre o espetáculo, seguida da clássica Welcome to the Jungle. E por aí vão oito das 14 músicas no novo álbum, intercaladas por outras clássicas como Patience, Live and Let Die, Knockin `On Heavens Door, Sweet Child on Mine...
Com sete trocas de roupa – incluindo diferentes camisas, casacos, chapéus e bandanas, Axl chega a vestir um paletó de veludo bordô para tocar, ao piano, Another Brick in The Wall, do Pink Floyd, levando a plateia ao
Também não faltaram solos do baterista Frank Ferrer e dos guitarristas Ron Thal, Richard Fortus e DJ Ashba, a mais nova aquisição do Guns e, sem disfarces, aposta de Axl para substituir o até agora insubstituível Slash, que deixou a banda – e muitos fãs órfãos – em 1996.
Ashba ocupa a frente do palco com Axl na maior parte do show, usa um chapéu (a exemplo da marca registrada de Slash) e chega a pendurar um cigarro apagado no canto na boca. Embora carismático, dá ao Guns um sabor de cover de si mesmo.
Axl não arriscou palavras em português, como seu amigo Sebastian Bach, que fez o show de abertura, mas se esforçou para manter os fãs brasileiros. Ao final do show, lamentou ter demorado tanto para vir a Brasília e pediu desculpas por ter deixado crianças acordadas até tão tarde – mostrando que prestou atenção na ecleticidade da plateia.
Agora, começou por Brasília um giro de dois meses pela América do Sul para divulgação do esperado Chinese Democracy, prometido por Axl desde meados dos anos 90 e finalmente lançado em novembro de 2008.
O grupo não lançava um álbum de inéditas desde o lançamento simultâneo de Use Your Illusion I e Use Your Illusion II, em 1991. Produzido por Axl Rose e Caram Costanzo, Chinese Democracy (Black Frog/ Geffen Records) traz 14 faixas.
A turnê mundial começou em dezembro do ano passado, pela Ásia. A agenda no Brasil inclui apresentações em Belo Horizonte (10), São Paulo (13), Rio de Janeiro (14) e Porto Alegre (16). Daqui, Axl e cia seguem para Uruguai (18/03), Argentina (20/03), Chile (22/03), Peru (25/03), Venezuela (27/03), Colômbia (30/03) e Equador (01/04).
Formação atual:
Frank Ferrer – bateria
Músicas tocadas no show (set list):
- Chinese Democracy
- Welcome to The Jungle
- It`s So Easy
- Mr Brownstone
- Sorry
- Better
- James Bond Theme – Solo do guitarrista Richard Fortus
- Live and Let Die
- If The World
- Rocket Queen
- Ziggy Stardust – Solo do tecladista Dizzy Reed
- Street Of Dreams
- Scrapped
- Solo de guitarra de DJ Ashba
- Sweet Child O' Mine
- You Could Be Mine
- Another Brick in the Wall
- November Rain
- Pink Panther – Solo do guitarrista Ron Thal
- Knockin` On Heavens Door
- Shackler`s Revenge
- Patience
- Night Train
- Madagascar
- Paradise City
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